ELE: – “eu concordo co o que voce escreveu, a diversão não desculpa as barbaridades e aida não tras em si mesma alguma educação, mas ela pode ser usada como ferramenta pra isso sim” – e assim ele começou.
EU: – “Primeiro, diversão não é ferramenta, é meio para um objetivo.”
EU: – “Que pessoas DIGAM que estão se divertindo quando estão sendo idiotas de modo algum legitima o que fazem como diversão.”
ELE: – “sim. eu usei "ferramenta" nesse sentido ai, to meio por fora”
EU: – “A diversão surge como necessidade para a completude do ser do homem, na medida em que é própria para o descanso da alma (em Aristóteles). Logo, tem um objetivo e como está inserida no ser do homem se faz necessário saber o que o homem é e também um conhecimendo objetivo (determinado) sobre a diversão inserida nesse contexto.”
EU: – “Além do mais, te pergunto o seguinte: "diversão acontece sozinho?"” – me precipitei e formulei errado, eu quis dizer “quando se está sozinho”, mas ele entendeu e seguimos a conversa.
ELE: – “não”
EU: – “Então o caráter social da diversão está implicado, uma vez que você só pode se divertir com outros. Então está inserida no âmbito da ética.”
ELE: – “é claro que a diversão não acontesse sozinha, do nada, mas também podemos nos divertir com fenomenos da mente, não?” – aqui eu me retorci…e ele completou: “uma lembrança nostalgica sei lá. lembrança de algo que tenha havido com outros. ou com nós mesmos”
- “será que não podemos nos divertir com pensamentos?” – pergunta pertinente e muito inteligente a dele. “ou quando lemos um livro, ou pensamos num poema?”
EU: – “Acontece que em primeiro lugar, o problema é legitimar a violência a outra pessoa como forma de diversão. Isso é o mesmo que tentar validar qualquer uso de um outro ser humano como ferramenta. Ou seja, tratar um outro ser humano, subordinado às mesmas condições naturais que a gente, logo também sob as mesmas determinações, como se fosse de nosso uso.”
- “Ler é divertido, mas só porque se está criando um universo no qual você se insere, imitando relações, portanto.” – respondi
E por aí foi…