É muito gratificante quando você admira uma pessoa por sua competência e extensa colaboração em um determinado assunto. Inclusive ao tratar-se de um assunto o qual você não domina, o fato de poder aprender com alguém seja a própria referência, é admirável.
No que diz respeito a Histórias em Quadrinhos e cultura, a história passa por Álvaro de Moya.
Professor aposentado da USP onde lecionou na ECA- Escola de Comunicação e Arte, ele criou essa história, junto com outras personalidades como: Will Eisner (Spirit, Avenida Dropsie, Último dia no Vietnã, Contrato dom Deus, entre outros), e Osamu Tezuka (Astro Boy, Simba, o leão branco, A princesa e o cavaleiro).
Moya ainda tem o dom de ser uma pessoa extremamente gentil e acessível. Passeou pela europa com Will Eisner e se reunia com Osamu Tezuka, Maurício de Souza e outros artistas com frequência.
Particularmente, já trabalhei na Livraria Comix, onde conheci o Álvaro (ou Moya, como normalmente o chamamos) e eu já era fã de quadrinhos. Já lia muito e conheci mais ainda trabalhando lá e tendo contato com pessoas do ramo: desenhistas, roteiristas, jornalistas, etc.
Mas quando se está na presença de Álvaro de Moya, qualquer experiência sua no ramo diminui-se. Não importa a quantidade de quadrinhos que tenha comprado, não importa o quanto você acompanha as informações, ou conhece uma quantidade de pessoas do ramo…tudo é muito mais brilhante na presença dele. Falar com o Moya é vislumbrar um mundo de aprendizado sobre arte sequêncial, história da TV e do rádio no Brasil.
A arte de contar histórias é seu maior talento. E essa história da qual ele mesmo faz parte (pois ainda estamos em meio á fomentação dos profissionais brasileiros de quadrinhos), vem desde a época do rádio, do teleteatro e programas de tv em emissoras como.
Roteirista, produtor e diretor de cinema e TV, começou na TV Tupi no dia de sua inauguração em 18 de setembro de 1950. Foi diretor da TV Paulista e da TV Excelsior (1960), onde criou o Cinema em Casa, ambas de São Paulo; inaugurou a TV Bandeirantes em 1967; nos anos 1980, na mesma emissora, produziu a telenovela Os Imigrantes, e foi diretor de criação da Rede Tupi. Nos Estados Unidos trabalhou na CBS-TV. Foi Vice-Presidente da Pró-TV (Associação dos Pioneiros da Televisão).
Aproveitando a carreira jornalística, é pioneiro do estudo das Histórias em Quadrinhos e foi um dos responsáveis pela I Exposição Internacional de Histórias em Quadrinhos (1951) no Centro de Cultura e Progresso em São Paulo, dez anos antes das grandes capitais da arte mundial! Isso está registrado em seu livro Anos 50, 50 anos, publicado pela editora Ópera Graphica.
Então não é de todo se espantar que Moya tenha tanto a contar. E conta muito bem, como não podia deixar de ser. Por isso, tal e qual Will Eisner ou Osamu Tezuka, Moya também se engendrou na produção de livros sobre Histórias em Quadrinhos: seus aspectos técnicos e dos quadrinhos como cultura.

E agora é também ele tem uma história para contar sobre essa galerinha. E eles têm muito o que contar sobre esse encontro no nosso Curso de Quadrinhos Online, no SESC Paulista.
Muito obrigado Moya!
Algumas atividades de destaque:
- Conferencista em Buenos Aires, Nova Iorque, Roma, Lucca e Paris.
- Chefiou as delegações brasileiras aos congressos de “comics” na Itália, de 1966 a 1998.
- Membro do Conselho do International Museum of Cartoon Art, de Boca Raton (EUA).
Seus livros :
Shazam! (Editora Perspectiva)
História das Histórias em Quadrinhos (Editora Brasiliense)
O Mundo de Disney (Geração Editorial), Anos 50/50 Anos (Opera Graphica)
Vapt-Vupt (Clemente & Gramani Editora)
Literatura Brasileira em Quadrinhos – ao lado de Moacy Cirne (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo)
TV Excelsior – Gloria in Excelsior (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo)
Televisão:
- Roteirista, produtor e diretor de cinema e TV.
- Desenhou os letreiros de apresentação da TV Tupi no dia de sua inauguração em 18 de setembro de 1950.
- Diretor da TV Paulista e da TV Excelsior (1960), onde criou o Cinema em Casa, ambas de São Paulo; Inaugurou a TV Bandeirantes em 1967; nos anos 1980, na mesma emissora, produziu a telenovela Os Imigrantes, e foi diretor de criação da Rede Tupi.
- Nos Estados Unidos, trabalhou na CBS-TV.
- Vice-Presidente da Pró-TV (Associação dos Pioneiros da Televisão).
Cinema:
- Co-roteirista de Conceição
- Cenógrafo de Arara Vermelha
- Recebeu o Prêmio Fábio Prado da UBE com o roteiro de O Goleiro.
- Foi programador do Cine Marachá de 1970 a 1977, onde criou as “sessões malditas”.
- Atuou como assessor de diretoria da Empresa Cinematográfica Haway.
Em Jornais e editoras, como chargista e ilustrador:
- O Tempo
- Jornal da Tarde
- Folha de São Paulo
- O Estado de São Paulo
- Desenhou as versões de A Marcha, de Afonso Schmidt (Edições Maravilhosas, da EBAL – Editora Brasil América), Zumbi e Macbeth para a Clássicos de Terror.
- Desenhista “fantasma” de Walt Disney, para a Editora Abril (1952).